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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Comunidade Rap Download Entrevista Nego Mário - BANCA SOMOS UM SÓ

COMUNIDADE RAP DOWNLOAD ENTREVISTA NEGO MARIO - BANCA SOMOS UM SÓ

Entrevista realizada por Nádia Castilho

Mario Jorge, Vulgo Nego Mario idealizador da Banca Somos um Só, nasceu em Santos - SP, iniciou sua contribuição no Rap Nacional na década de 90 realizando Matérias e Entrevista sobre Rap para o Jornal Estação Hip Hop.
Devido seu trabalho e o envolvimento direto com os Eventos,  percebeu a dificuldade do gênero Feminino no Cenário do Rap Nacional, e estudando uma maneira de equilibrar esse fato começou a unir forças com alguns grupos de Mulheres durante sua caminhada. Hoje, Nego Mario com sua Esposa, gerenciam e produzem a Banca Somos um Só composta por Mulheres.
O Comunidade Rap Download, convoca com total satisfação nosso Irmão pra contar com mais detalhes sua trajetória, e apresentar o trabalho de nossas Irmãs que compõe a sua Banca.


1 - CRP - Você começou a realizar Matérias e Entrevistas para um Jornal distribuído na Baixada Santista, referente ao Movimento Hip Hop, pode contar pra gente como foi convidado, se estava envolvido em alguma Militância do Movimento antes de começar a escrever para o público? 

RESPOSTA - Primeiramente, quero agradecer a Deus e as pessoas que acreditam no projeto da Banca Somos 1 Só, a você (Nádia Castilho) e todos da Comunidade Rap Download pela oportunidade desta entrevista.
Moro na Baixada Santista, e sempre ia para show eventos em São Paulo e Interior,
na minha casa sempre deixei espaço aberto para os grupos ensaiar e trocar umas ideias, na necessidade de ajudar de alguma forma.
Nessas idas e vindas de São Paulo e nos eventos, conheci o Adunias que era Diretor do Jornal Estado de São Paulo, que na época, montou um jornal e conhecendo os meus corres que até então, sem redes sociais, tendo que ser olho a olho, me convidou para fazer materias e entrevistas para o Jornal Estação Hip Hop, na Baixada Santista e interior.
Pra mim, foi muito gratificante, por que aumentou mais o meu ciclo de amizade e conhecimento da nossa cultura Hip Hop, tive a oportunidade de viajar para outros  estados do Brasil, e principalmente pude ajudar a quem tinha voz, mas não tinha reconhecimento devido a falta de informação do público do Rap, e o jornal foi uma ferramenta totalmente gratuita.
Hoje, escrevo e continuo fazendo máterias e entrevistas com os grupos para 6 sites e uma revista digital.
Para mim, não basta você escutar o som, tem que se informar pelo o que há por trás da ideias passada e conhecer um pouco do artista que canta.


2 - CRD - Na década de 90, principal transição do Rap Nacional até os dias de hoje, você possuiu bastante contato em Eventos com muitos Grupos e Rappers. Algumas produções se tornaram Clássicos e muitas vezes demoravam a sair do Estúdio e chegar nas mãos dos fãs.
Hoje, principalmente após 2015, em grande parte verificamos uma produção massiva, diária, com visibilidade alta; mas que em contraponto não perdura. Na sua experiente visão, ao que se dá esse fenômeno rotativo do Rap na Nova Geração?

RESPOSTA - Sim, nesta época, década de 80/90 era bem dificil e muito mais trabalhoso a produção de um som, e como sempre eu  as vezes recebia os cds dos manos gravado pelo correio e fazia, o olho no olho em ir nas rádios piratas da quebrada levando o cd debaixo de sol e chuva pra pode tocar para os manos e minas conhecer.
Na minha opinião, existe um grande fator de visibilidade alta, o mano e a mina lança o som, nas redes sociais, e pronto fica parado esperando acontecer, tem que ter divulgação por trás, acredita sempre, de várias formas para ser ouvido e alcançar o público que ainda não tem acesso a redes sociais, sites, blogs, facebook, instagran, no geral.
Hoje, temos muitos grupos bom , mais nem todos sobrevivêm, nesta alta crise que o País está, tudo é caro.


3 - CRD - Quando você notou que o Gênero Feminino não possuía  a mesma visibilidade dentro do Rap Nacional e como iniciou a militância ao lado das Mulheres? Acredita que hoje o espaço para as nossas Irmãs foi devidamente alcançado?

RESPOSTA - Eu notei, indo nos eventos, através do Jornal Estação Hip Hop, fui convidado para ser Juíz pela Secretaria do Estado de São Paulo nos anos de 2000, 2001 e 2002, vi e participei de vários etapas de eliminação, e tive certeza que não tinha visibilidade, porque entre 10 grupos em cada bairro de São Paulo era um no máximo dois ou nenhum de Mulheres.
Eu particularmente, acredito sempre no Rap Nacional do gênero Feminino, tenho um sonho de estar por trás, empresariando, fazendo assessoria, e ajudar na parte da divulgação. Colocar Grupos ou Solo Feminino no seu devido lugar, em
reconhecimento e respeito pelos adeptos do Rap Nacional.
Acredito que melhorou bastante, mais ainda falta reconhecimento de cada Estado do Brasil, existem vários grupos com muito talentos que não são notados, para ser uma cantora de Rap, e muito difícil, entendo, todas como super guerreiras, algumas são mães e as vezes pai, dona de casa, trabalham fora, e ainda têm tempo de escrever se apresentar em shows e muitas vezes não receber nada, com contas e suas necessidades. Então vejo que falta este reconhecimento, mas tenho certeza e acredito que será alcançado com o tempo.


4 - CRD - Sabemos que você é o Idealizador da Banca Somos Um Só, composta por Mulheres, como começou, e quem são as Minas que hoje fazem parte da Equipe?

RESPOSTA - Começou em 1987, com o grupo que já existia chamado Atitude e Proceder, com duas minas de Praia Grande - SP, em morava em São Vicente, fazia todos os corres de divulgação do meu bolso, chegamos ir para o Abril Pro Rap, participar em Brasilia num concurso, ficamos em 3 lugar e saiu na coletânea da mesma cidade.
No decorrer da caminhada elas desistiram, mais eu continuei, e encontrei o Grupo
Livre Ameaça, de São Paulo, depois eu tive que parar os corres devido a uns problema particulares, (Demissão de emprego ),não tinha como fazer manter o projeto sem grana.
Mesmo assim fazendo os contatos, me estruturei de novo, e iniciei o projeto junto com a minha esposa, chamado  BANCA SOMOS 1 SÓ, por que Somos 1 Só, todos somos iguais, somos um, ninguém é melhor que ninguém, cada uma tem seu estilo seu talento, suas ideias, e tem outro detalhes todas são de vários estados, para que a união seja na mesma corrente no mesmo ideal, crescer o Rap Feminino Nacional, talento todas as minas tem, não podemos é desistir, sei que é difícil, mas se vocês acreditar no sonho se tornará possível, assim, como nós acreditamos e estamos aqui para ajudar e fortalecer o cenário.
Hoje, quem faz parte são :
Isa - Bellas N' Ativa  de Rolândia - PR, está deste o início.
Rapper Thaty -  de Ponta Grossa - PR
Dany Alves - Rio grande do Sul - RS

5 - CRD - O que nossos Manos e Manas podem aguardar para lançamento da Banca Somos um Só, e em quais mídias podemos encontrar o Trabalho disponível?

RESPOSTA - Bom, pode aguarda, uma cypher da Banca com outros grupos que convidaram as minas  da banca somos 1 só , do Paraná e Goiás.
O CD da Dany Alves
O CD da Rapper Thaty
O CD do Bellas N' ATiva
todos para o ano que vem, a previsão, 2018.
Futuramente, está em projeto um cypher da Banca Somos 1 Só.
Temos a Marca que vendemos as Camisas e bonés da Banca.
Será lançando as camisas com  novas estampas  da Banca.

Contatos com a Banca Somos 1 Só
facebook                 :  https://www.facebook.com/bancasomos1so/
página do facebook : https://www.facebook.com/yaramoraes.moraes
Canal do You Tube  : https://www.youtube.com/channel/UC3h-NDu7LwW0t3oWsVe1HKQ?disable_polymer=true
Instragran                : banca_somos1só
e-mail                      : bancasomos1só@gmail.com
whassp                    : (13) 997041342

Um comentário:

Isaac Cordeiro de Siqueira disse...

Felicitações por mais essa conquista. Estou grato pelo Acesso a esses itens nessa crônica, conduzida com humildade e uma motivação maior para projetar essa equipe.